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Índice 5 total de comentários 

7 de 8 de pessoas acharam útil o comentário a seguir:-
Fantástico, 25 Julho 2010
10/10
Autor: Matiaz Alberto de Portugal

Fui ver este filme ao cinema baseando-me na classificação aqui atribuída(para o filme ocupar a terceira posição tinha que ser um bom filme), confesso que estava um pouco receoso pois a história parecia-me demasiado complexa e sem muita acção, um pouco ao género de Memento também realizado por este soberbo senhor(Christopher Nolan), sim é verdade que não achei Memento um grande filme.

Não podia estar mais errado, este é sem dúvida um dos melhores filmes que já vi, a par de "Gran Torino" e "Godfather Part.I". Sim é verdade que é um filme um pouco complexo, mas é essa complexidade minuciosamente estudada e soberbamente realizada que torna o filme num grande "clássico" e futuramente relembrado como o melhor argumento original jamais escrito.

Quero também saudar a prestação do elenco, de três em particular: Di Caprio não me surpreendeu pois fez o que sabe fazer como ninguém, Gordon-Levitt teve uma prestação à altura daquela que teve em "(500)Days of Summer", e Ellen Page conseguiu finalmente consagrar-se num grande filme confirmando o seu grande potencial. O resto do elenco está também de parabéns.

Aconselho todo o mundo a ver este filme, mesmo aquelas pessoas que não gostam de ficção científica, pois este filme é único, e por favor não tirem os olhos do ecrã, pois cada pormenor é importante.

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6 de 7 de pessoas acharam útil o comentário a seguir:-
A arte visionária de se fazer cinema no século XXI., 6 Novembro 2010
8/10
Autor: Tiago Vitoria de Porto, Portugal

Este filme foi uma surpresa para mim! Esperava algo completamente comercial, algo no limiar do fantástico-efeito-especial e do pseudo- enredo-complexo e no final de contas, acabo de ver a "Origem" e deparo- me com uma obra cinematográfica - não propriamente um filme, mas sim uma obra cinematográfica - grandiosa onde o equilíbrio entre o "hollywoodesco", e o argumento complexo e exigente trabalham em prol de um filme que se compromete - e cumpre - ao sucesso box-office mas ao mesmo tempo à agregação de todo um lunatismo "Noliano" (já presente em "Memento" - onde Chris Nolan faz desenrolar a narrativa sobre cenas cronologicamente inversas), que surpreende pela estética inovadora e por todo um conjunto cinematográfico visionário que se conjuga numa forma libertadora de encarar a arte de se fazer cinema no século XXI.

Apesar de, sobretudo, Marion Cotillard e Leonardo DiCaprio (que parece nos últimos 10 anos ser só requisitado por muitos dos grandes realizadores da indústria como Scorsese, Sam Mendes, Spielberg ou Edward Zwick), terem tido performance exímias que denotariam noutro especial contexto um relevo ainda maior, aqui neste filme de Nolan, são apenas pontinhos em segundo plano, abafados por todas estas novas ideias que nos são dadas a conhecer à medida que o filme se desenrola.

É peremptório dizer que este filme não será um clássico do cinema. Apesar de Nolan ser um visionário, muitas vezes "afoga-se" na imensidão de conceitos que quer apresentar e descura um argumento coeso em detrimento da espectacularidade visual da cena. No entanto, é essa espectacularidade que lhe confere o estatuto que ele tem na indústria cinematográfica.

Apesar de todas as contra-indicações que um "blockbuster" desta natureza possa ter para os cinéfilos mais conservadores, este é um filme consensual e deslumbrante que recebe uma pontuação elevada pela ousadia e pelo marco que este consegue representar no cinema actual.

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impressionante, 22 Setembro 2011
10/10
Autor: Kanpaz de Brasil

Após matrix, pensei, o que poderá ser feito agora, o que virá, então me deparo com este filme grandioso e perfeito tanto pelos efeitos, tanto pela direção, pois para dirigir algo tão complexo e grandioso, tem der haver além de uma ótima equipe técnica e também de um grade elenco, um profissional que faça a ligação entre eles e que consiga passar toda sua idéia, toda sua imaginação para a platéia, e isso, Aorigem tem de sobra. ótimo filme. Só por curiosidade, deixo aqui o que houve no oscar do ano passado(2010. Estava vendo a transmissão pela TNT e Rubens Edwald Filho, na minha opinião um dos grandes críticos de cinema à nível mundial, ao comentar sobre o filme a Origem, declarou, que viu duas vezes para entender melhor a história, e realmente é preciso, porque a complexidade é tanta que se o telespectador desviar a atenção alguns segundos, se perde por completo nesta grandiosa história. Eu realmente recomendo.

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Sonhos dentro de sonhos, viver em sono, num grande aquário que de pouca em pouca vez se pula pra olhar o curioso mundo de fora, o da vigília., 13 Janeiro 2011
8/10
Autor: Inca Marciano de Brasil

*** Este comentário pode conter spoilers ***

Sonhos dentro de sonhos, viver em sono, num grande aquário que de pouca em pouca vez se pula pra olhar o curioso mundo de fora, o da vigília.

Dizem que o povo Kazar dominava essa técnica, e que os kazares usavam-na com primazia para obter de seus inimigos posições favoráveis em dias de guerra, e comprometimentos de aliados nos de paz.

Christofer Nolan usou desse tema para trabalhar em seu novo Matrix, o Inception, filme que diz ter idealizado e trabalhado desde então em 2001.

Gostei da idéia, achei-a muito curiosa e com viés para uma eventual trilogia. Mas pecou por excessivas cenas de ação, desnecessárias para o enredo e nocivas o suficiente para vampirar tempo suficiente de película para eventuais explorações do universo lúdico de Morfeu.

Seu mundo, complexo e cheio de regras propostas pelo autor, ao invés de ser explorado em seus tramites, foi exposto tal qual uma crônica de uma personagem, Cobb, que aparentemente é perseguido por uma grande corporação e precisa fazer um trabalho hercúleo para conseguir sua redenção: entrar nos sonhos de um alvo e plantar-lhe uma idéia na cabeça.

Vai então com sua equipe através dos diversos ciclos compartilhados do sub-consciente de seus membros e da vítima em si até achar o ponto crucial em que a idéia pareça ter sido criada pela própria, de forma que vingue.

Mas os desafios aumentam à medida que percebem que essa pessoa possuia treinamento para se proteger de invasões. E como toque de classe, temos o Nêmesis da história, a projeção da esposa morta (morta?) de Cobb, que os persegue em todos os níveis de sonho dessa aventura, dado que seu sub-consciente também faz parte do universo compartilhado.

É possível entender o que é realidade ou o que é ilusão? Existe de fato uma realidade, ou tudo é uma ilusão dentro de outra? A obra de Nolan brinca com isso, num domínio que só os kazares entendiam de fato: os sonhos. Mas os kazares foram extintos ou assimilados há séculos, e só nos resta então especular o que de fato o famoso diretor de Memento quis nos mostrar, e torcer para que aja seqüelas de sua obra para um superior entendimento de seu trabalho, que é bem legal. Mas sem tantas cenas de ação com soldadinhos de chumbo, por favor!

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1 de 2 de pessoas acharam útil o comentário a seguir:-
Brilhante, 15 Outubro 2010
10/10
Autor: Flavio Ramos de Brasil

Se não antes, Cristopher Nolan confirmou-se como diretor obrigatório agora. Sua capacidade de entregar filmes ricos, bonitos e, principalmente, desafiadores, se confirma a cada novo. "A origem" tem uma referência inescapável: "Matrix", com suas personagens que hibernam no mundo real para aparecer no imaginário. Isso leva o diretor a ressaltar as diferenças, desistindo de disfarçar as semelhanças, como ao salientar logo no início do filme que o personagem morto no sonho acorda na realidade, ao invés de morrer nela também. Rapidamente absorvemos os princípios para o mundo dos sonhos, individualizando o universo do filme daquele de "Matrix", que no entanto se fará lembrar mais de uma vez no seguimento da projeção. Como em todos os filmes de Cristopher Nolan, a medula da obra é o roteiro. Como em nenhum outro, aqui há belas e esquisitas imagens, capazes de se registrar em sua memória pitoresca, mas será o enredo que o levará ao êxtase ou à insatisfação. É a complexidade do roteiro que determina as imperfeições menores, derivadas basicamente da dificuldade de acomodar um projeto tão ambicioso nos limites típicos de um longa-metragem: há uma ciência nova - dos sonhos - a explicar aos espectadores, um passado a conhecer, uma missão a narrar, personagens a apresentar, batalhas (muitas!) a pintar. O filme ficou algo rápido, também deixa uma sensação de abreviamento no final. Inevitavelmente, algumas reações precisam ser catalisadas (aceleradas), anuviando a naturalidade de alguns personagens, enquanto as lutas, embora bem filmadas, guardem pouca verossimilhança. Há, especialmente, uma cena na África que eu penso seria muito melhor aproveitada ficando de fora, para ceder alguns minutos ao desenlace. O diretor afirma seu grande talento mantendo todos os elementos juntos e bem diluídos no curso do filme, mantendo o espectador interessado (portanto, tenso) por todo o desenrolar da difícil trama, nem sempre inteirado, mas jamais confuso. Provavelmente, a melhor forma de transmitir a minha sensação é a de que "A Origem" é tão bom quanto se espera de qualquer filme bem produzido, em todos os aspectos exceto no roteiro (a fotografia também é belíssima). Aliás, para o nível de ação que o filme tem, a intricácia do enredo é uma proeza. Ele guarda um mistério, uma indefinição e um drama que nunca se viram antes na história do cinema (admito, a indefinição não é tão inédita assim), enquanto desenvolve uma interessantíssima reflexão sobre a arquitetura onírica. Ou seja, algo que não se vê todo ano, nem toda década.

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